21 jul, 2024
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Consumo Consciente: público atento à sustentabilidade busca mais informações no momento da compra

A sociedade está mais preocupada em buscar informações confiáveis sobre as iniciativas sustentáveis das marcas, antes mesmo de comprar seus produtos.


Por Camila Bós Vidal*

A celebração do Dia do Consumo Consciente (15/10) é uma data para reflexões. Temos percebido que a sociedade está mais preocupada em buscar informações confiáveis sobre as iniciativas sustentáveis das marcas, antes mesmo de comprar seus produtos. É possível observar esse movimento nos dados da pesquisa “ESG: A importância e os impactos da sigla pelas lentes de quem consome”, realizada por Google, MindMiners e Sistema B neste ano. O estudo mostra que 4 em cada 5 entrevistados se interessam em saber qual a atuação das marcas em pautas socioambientais.

O Instituto Akatu também confirma a tendência: a pesquisa “Vida Saudável e Sustentável 2021” concluiu que 86% dos brasileiros querem reduzir seus impactos pessoais no meio ambiente e 60% estão dispostos a pagar mais caro por marcas comprometidas com esta causa. Quando nos deparamos com números como esses, podemos perceber que as marcas que não aderem à sustentabilidade vão, em algum momento breve, perder a preferência dos consumidores.

É fundamental que as organizações repensem seus valores e propósitos de maneira que seja construído um legado para gerar impacto positivo para o planeta e as gerações futuras. Isso faz parte do tão discutido ESG (sigla que para Ambiental, Social e Governança), tema que ganhou protagonismo nas manchetes mundiais nos últimos anos e passou a ser um grande pilar dos setores de marketing e negócios das empresas.Além de agradar a parcela mais exigente dos consumidores, esse fator também é decisivo para os negócios. Quase 90% do mercado passou a dar mais relevância à sustentabilidade no último ano, de acordo com uma pesquisa da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), que ouviu 265 instituições financeiras. Os investidores estão escolhendo com mais cuidado as empresas nas quais farão aportes e tudo indica que essas mudanças não são temporárias, já que não existe plano B para nosso planeta.

Outro ponto de destaque neste sentido é a união entre discurso e prática. O público, hoje, não deixa passar casos que mostram a diferença do que as marcas pregam e o que elas efetivamente fazem, causando graves crises de imagem e reputação. Por isso, é necessário que o planejamento das empresas sobre seus projetos sociais e ambientais leve em consideração a prestação de contas e a comprovação dos resultados. Ser transparente, mostrando o impacto da sua operação, nunca foi tão importante.
Uma coisa é fato: o consumidor não vai voltar atrás. A preferência será por empresas engajadas com o meio ambiente e com a sociedade. O que nos confirma que a jornada ESG não é uma mera opção, mas sim um caminho essencial.

Iniciativas de conscientização também são bem-vindas, já que os canais de comunicação das empresas podem aproveitar seu alcance para entregar informações úteis sobre ações, mitos e verdades, hábitos sustentáveis e outros, além de abrir o diálogo e enriquecer as pautas promovendo debates.

Que neste Dia do Consumo Consciente, cada vez mais presente no mundo, possamos buscar – e encontrar – caminhos alternativos de produção, valorizando a economia circular e levando boas notícias para todos.

*Camila Bós Vidal é head de Marketing da Eureciclo, líder em certificação de logística reversa de embalagens no Brasil.