29 ago, 2026
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Dafna Blaschkauer mostra no OmniVarejo 2026 por que liderança vai além de bater metas

Executiva com trajetória em Nike, Apple e Microsoft discute liderança, adaptabilidade e preparação das pessoas para ambientes em transformação

Dafna Blaschkauer mostra no OmniVarejo 2026 por que liderança vai além de bater metas

Bater metas continua sendo parte do trabalho de qualquer liderança. O que mudou foi tudo o que passou a existir ao redor delas: diferentes gerações convivendo nas equipes, pressão por resultados, saúde emocional, excesso de informações e profissionais cada vez mais atentos à qualidade de suas relações no ambiente de trabalho.

Foi a partir desse cenário que Dafna Blaschkauer encerrou, neste sábado (29), a programação de conteúdo do OmniVarejo 2026, em João Pessoa. Com uma trajetória que inclui posições de liderança na Microsoft, Apple e Nike, a executiva colocou as pessoas no centro da discussão sobre o futuro dos negócios.

A realização do OmniVarejo 2026 conta com o apoio do Governo da Paraíba e patrocínios do Sebrae Nacional,  Cielo, Banco do Nordeste, Caixa Econômica Federal, Fecomércio PB e CDL IA. O Varejo S.A. é media partner oficial do evento, que reúne lideranças, especialistas e representantes de diferentes segmentos para debater os principais desafios, tendências e transformações do varejo brasileiro.

O desafio de liderar mudou

Dafna iniciou a apresentação provocando os participantes sobre o quanto se sentem preparados para liderar diante das exigências atuais.

Além da pressão por metas, gestores precisam lidar com bem-estar das equipes, diferentes expectativas geracionais, distrações constantes e um ambiente marcado por abundância, e também desinformação, em escala inédita.

A executiva citou dados do Gallup sobre a baixa participação de profissionais efetivamente engajados no trabalho e relacionou parte desse problema à qualidade da liderança direta. Para ela, existe hoje um “leadership gap”, uma distância entre aquilo que as organizações esperam dos líderes e as competências necessárias para responder ao cenário atual.

Nesse contexto, resultados financeiros continuam importantes, mas não são suficientes para definir o impacto deixado por um gestor. “Crachá não é permanente, a sua reputação sim. É a sua reputação que vocês vão levar ao longo da sua carreira e da sua vida”, afirmou.

Os três “Is” da liderança

Para traduzir sua visão, Dafna apresentou um modelo baseado em três verbos: inspirar, impulsionar e impactar.

Inspirar significa estabelecer direção e deixar claro para a equipe onde a organização pretende chegar. Impulsionar passa pela responsabilidade de contratar, desenvolver e colocar as pessoas em condições de transformar potencial em desempenho. Impactar, por sua vez, representa entregar resultados e construir um legado que permaneça além de uma meta específica.

Na prática, porém, esse modelo depende de coerência. Segundo Dafna, equipes observam menos aquilo que o líder declara e mais a forma como ele próprio se comporta. Se pontualidade é importante, o gestor precisa ser pontual. Se cobra foco, deve primeiro oferecer clareza sobre prioridades. “Meu time não segue o que eu falo, meu time segue o que eu faço”, destacou.

A provocação vale também para a quantidade de demandas colocadas sobre as equipes. Ao falar sobre foco, a executiva lembrou que prioridade deveria ser singular, enquanto muitas organizações acumulam listas extensas de tarefas e, simultaneamente, cobram concentração dos profissionais.

Engajamento passa por conhecer as pessoas

Outro ponto da palestra foi a relação entre liderança e propósito individual. Dafna contou que uma das primeiras perguntas que costuma fazer ao conhecer ou contratar alguém é simples, o “qual é o seu sonho?”

A resposta ajuda a compreender o que aquele profissional procura na organização, com crescimento, experiência, uma mudança de área, desenvolvimento ou mesmo uma transformação pessoal.

Para a executiva, é difícil cobrar engajamento de alguém sem saber o que aquela pessoa espera construir.

Nesse sentido, o líder assume dois papéis complementares, de um “vendedor de sonhos”, ao comunicar uma visão capaz de mobilizar a equipe, e também um viabilizador de sonhos, ao criar condições para que profissionais se desenvolvam e avancem em suas próprias trajetórias.

Visão precisa virar ação

A executiva também recuperou experiências vividas durante sua passagem pela Nike para mostrar como resultados dependem da participação de diferentes áreas.

Ao apresentar um projeto da Nike Women desenvolvido no Brasil, Dafna destacou que a estratégia foi construída de maneira transversal, envolvendo vendas, marketing, produto, finanças, recursos humanos e jurídico desde o início.

O exemplo reforçou uma ideia presente ao longo da palestra, de que liderança não é apenas definir um caminho e esperar que as pessoas o executem. É criar condições para que diferentes competências participem da construção e assumam responsabilidade pelo resultado.

Na conclusão, Dafna retomou uma frase que utiliza como mantra de liderança, de que visão sem ação permanece apenas como intenção; ação sem direção pode se tornar movimento sem propósito. É na combinação das duas que mudanças efetivamente acontecem.

Depois de dois dias de discussões sobre experiência, tecnologia, autenticidade e futuro, a última palestra do OmniVarejo trouxe a atenção novamente para as pessoas.

Ferramentas, dados e novos modelos de negócio podem transformar profundamente o varejo. Mas, para Dafna, continuarão dependendo de líderes capazes de dar direção, desenvolver equipes e transformar estratégia em ação.

A apresentação encerrou o ato “Futuro que inspira” e a agenda de palestras e painéis do OmniVarejo 2026. Antes dela, o último bloco contou com Fabio Neto, da StartSe, e com o painel formado por Roque Pellizzaro, do SPC Brasil, e Gustavo Carvalho, da Visa.

Depois de dois dias de conteúdo, a mensagem final foi que as empresas podem investir em ferramentas, canais e novos modelos de negócio, mas sua capacidade de adaptação continuará dependendo das pessoas que interpretam as mudanças e transformam intenção em movimento.

CRONOGRAMA

27/8 – Quinta-feira

  • 18h-19h – RECEPÇÃO
  • 19h-21h – CERIMÔNIA DE ABERTURA
  • 21h-23h – COQUETEL

28/8 – Sexta-feira

  • 8h-8h30 – RECEPÇÃO/BOAS VINDAS
  • 8h30-9h15 – PALESTRA Tecnologia não encanta, experiência sim
    • Caio Camargo
  • 9h15-10h15 – PAINEL Como transformar experiência em hábito de consumo?
    • Rafael Marconi (O Boticário)
    • Elio França (Bauducco)
    • Sthefan Ko (id/TBWA)
  • 10h15-10h45 – PALESTRA
  • 10h45-11h30 – COFFEE BREAK
  • 11h30-12h15 – PALESTRA Do varejo físico aps agentes de compra
    • Marília Prado (Cielo)
  • 12h15-13h – PAINEL Como fazer a tecnologia entregar resultado no varejo?
    • Paulo Dargam (Amazon)
    • Massimo Enea (VTEX)
    • Renato Rodrigues (Softcom)
  • 13h-14h – PALESTRA Inteligência artificial – surfando no tsunami
    • Walter Longo

29/9 – Sábado

  • 8h-8h30 – RECEPÇÃO/BOAS VINDAS
  • 8h30-9h15 – PALESTRA Venda é vínculo
    • Fabiano Zortea
  • 9h15-10h15 – PAINEL Como usar a autenticidade para gerar vantagem competitiva?
    • Neilton Neves (Redepharma)
    • Felipe Andson (Armazém Paraíba)
    • Guilherme Ferreira Costa (FerreiraCosta)
  • 10h15-10h45 – PALESTRA Sorriso como modelo de negócios
    • Lizete Ribeiro (Rede Tauá)
  • 10h45-11h30 – COFFEE BREAK
  • 11h30-12h15 – PALESTRA A era da reconfiguração
    • Fabio Neto (StartSe)
  • 12h15-13h – PAINEL O seu negócio está preparado para o futuro do varejo?
    • Roque Pellizzaro (SPC Brasil)
    • Gustavo Carvalho (Visa)
    • Ericka Albuquerque (Sebrae)
  • 13h-14h – PALESTRA Liderando com inovação
    • Dafna Blaschkauer
  • 20h-3h – Encerramento
    • Show de encerramento com Elba Ramalho

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