Movimento Varejo

Os meios de pagamentos como incremento do comércio

Pix, criptomoedas e aplicativos foram tema de debate no V Fórum Nacional do Comércio

Os novos meios de pagamento mexeram com o comércio. Pix, carteiras digitais, pagamentos via whatsapp e caíram no gosto do consumidor e dos lojistas. Não lidar com dinheiro vivo nem com as taxas de transferências bancárias representa oferecer praticidade aos clientes e economia aos estabelecimentos comerciais. Mas algumas perguntas ainda ficam no ar: os meios de pagamento ajudam na fidelização do cliente? Por que essa estratégia é tão importante para o crescimento dos negócios? Quais as novidades que estão por vir?

Para responder a essas perguntas, o Fórum Nacional do Comércio preparou o painel “Novos meios de pagamento e seu impacto para o comércio”, que contou com a participação do consultor do Banco Central, Breno Santana, o senador Irajá Silvestre, o deputado Silvio Costa, o gerente executivo da unidade micro e pequena empresa do Banco do Brasil, Marcelo Henrique Gomes, o presidente da Associação Brasileira de Automação para o Comércio (Afrac), Paulo Guimarães e o vice presidente da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abras), Roberto Longo Pinho Moreno.

Breno Santana, que participou da criação do Pix no Banco Central, abordou a questão da segurança na ferramenta e tranquilizou os empresários. “Existe uma valorização em relação às fraudes que ocorrem no Pix. A percepção do Banco Central é que os golpes que eventualmente acontecem com essa ferramenta são antigos e têm a ver com a aceitação do Pix por parte da população. Hoje, 100 milhões de brasileiros usam o aplicativo”, explicou.

“Estamos batendo um bilhão de transações por mês e as fraudes que acontecem está muito relacionado com desconhecimento no uso da ferramenta. De qualquer forma, o Banco Central tem feito novos regramentos para garantir a segurança do usuário, como limitação de saque e de horário para se realizar as operações”.

Marcelo Henrique Gomes abordou as oportunidades que se abrem com a evolução dos meios de pagamentos e disse que para o lojista é importante valorizar a experiência do cliente na hora da compra. “A experiência do cliente é a jornada que o leva até o momento do pagamento. “Quanto mais inovações tivermos nessa área, melhor para o empresário”.

Marcelo chamou a atenção para novas variáveis que vão definir a qualidade da venda e da frequência do cliente. “Hoje, é necessário que o empresário acompanhe novas métricas para medir sua efetividade, como a velocidade de transação, a confiabilidade do sistema, a integridade da informação e por fim desintermediação de financeiras. Hoje, a negociação de crédito está se dando cada vez mais com quem faz o relacionamento do cliente”, disse.

O senador Irajá Silvestre e o deputado Silvio Costa comentaram a necessidade de regulamentação dos novos meios eletrônicos de comércio. “O Congresso Nacional está se debruçando cada vez mais sobre a questão os meios de pagamentos e transações eletrônicas. Temos que levar o acesso a essas tecnologias nos sertões e áreas mais isoladas do país”, disse Silvio Costa. “O que proponho é que o setor de comercio e serviços monte uma agenda legislativa para tratar desse assunto nos próximos 12 meses e assim estimular cada vez mais a digitalização e o consumo no Brasil”, sugeriu.

Irajá Silvestre se adiantou e dizendo que os debates sobre a regulação as criptomoedas já está dando seus primeiros passos no parlamento. O senador foi nomeado relator da proposta. “O Brasil dobrou a aquisição de criptomoedas em apenas um ano. Foram R$ 96 bilhões em transações em 2020. O Brasil usa a moeda basicamente como investimento. Seria interessante que ela também fosse usada para transações de compra e venda”, disse.

Márcio Recaldi, do BRB, chamou a tenção para os custos das transações de meios de pagamento. “Vemos uma redução contínua e significativa nos preços do mercado. Temos um mercado financeiro muito bem regulado pelo Banco Central que permite a autor regulação. A entrada das fintechs, aplicativos e as novas moedas vão ajudar muito na queda dos preços”, disse.

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