Movimento Varejo

A força da Black Friday na China

Realizada no Dia dos Solteiros, que na China ocorre no dia 11/11, já superou as vendas da Black Friday nos Estados Unidos

A Black Friday já faz parte do calendário comercial de varejistas no mundo todo, mas na China, a data foi adaptada e ocorre no Dia dos Solteiros, comemorado em 11 de novembro. Os aplicativos de compras chineses fazem campanhas com descontos agressivos neste dia para todo o mundo.

A data comemorativa chinesa foi tema de palestra no último dia do Varejo Summit 2022 – evento online realizado pela Transformação digital de 9 a 11/8 –, com a presença da diretora do AliExpress Brasil, do Alibaba Group, Briza Rocha Bueno.

“Apesar de ter se tornado um evento global e o mais importante do comércio chinês, a Black Friday chinesa nasceu como uma piada contra o Dia dos Namorados. Um dia para os amigos solteiros se reunirem para sair juntos e fazer compras”, afirma a executiva do Alibaba Group.

Para concorrer com a Black Friday americana, em 2009, a gigante chinesa de e-commerce Alibaba resolveu usar a data para fazer uma grande promoção. A estratégia foi tão assertiva que ganhou bilhões de compradores pelo mundo. O Dia dos Solteiros na China é marcado por super descontos, durante 24 horas, oferecidos por uma infinidade de lojas de departamentos, restaurantes e demais estabelecimentos.

As empresas de comércio e serviços chinesas se planejam bastante a fim de conquistar um bom resultado e muitas vendas. Alibaba teve recorde de vendas no Dia dos Solteiros, em 2021: o volume total bruto de mercadorias atingiu 540,3 bilhões de yuans (US$ 80,2 bilhões) nos primeiros 11 dias de novembro. Junto com seu grande concorrente no comércio eletrônico, a JD.com, movimentaram 889 bilhões de yuans (US$ 131,9 bilhões), número que supera o PIB – Produto Interno Bruto de Porto Rico, Cuba e Equador. O faturamento representou um aumento de aproximadamente 20% em relação ao ano anterior.

Em 2020, a Alibaba faturou US$ 74 bilhões no Dia dos Solteiros, resultado quase cinco vezes maior do que a Black Friday da Amazon, nos Estados Unidos, com US$ 9 bilhões, segundo a Digital Commerce 360.

Para Briza Bueno, o mercado brasileiro deve observar as estratégias do comércio chinês, tirar insigths e aprender com o marketing de lá. “Identificar e acompanhar tendências é a chave para um negócio de sucesso. Não se pode ter medo de inovar”, afirma a execultiva da AliExpress.

Com informações da Band, CNN e G1.

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