Movimento Varejo

A vez e a hora do mercado de foodservice

Por Cristina Souza de Cristina Souza*

Estamos há poucos dias do embarque para a NRA Show 2022. Perto de 60 líderes de empresas do ecossistema do foodservice brasileiro estarão conosco na delegação Connection Gouvêa Foodservice e Mercado&Consumo. Dentre eles, os presidentes do Instituto Foodservice Brasil e da Abrasel.

Essa edição da feira será emblemática. Trata-se de um dos mais importantes eventos do foodservice internacional, que, por conta da pandemia, ficou suspenso em sua versão presencial por dois anos, então, há muita expectativa positiva sobre tudo que deve acontecer por lá.

Mas, enquanto não decolamos, as lideranças brasileiras do setor seguem duelando com os números desafiadores dos indicadores de: emprego, renda, disponibilidade de renda (inflação) e confiança do consumidor. E, para complicar, temos um ano com disputa eleitoral que promete muita polarização. Sem dúvida, o foodservice é um mercado para fortes.

Nem tudo são más notícias. A retomada do trabalho presencial ou do formato híbrido, com frequência de duas a três vezes nos escritórios, reaquece o consumo em um dos dayparts mais importantes para o foodservice: o almoço.

Além disso, apesar de estranha, a duplicação das festividades de Carnaval (fevereiro e abril) gerou fluxo adicional para bares e restaurantes, o que novamente é positivo. Uma sequência de feriados para compartilhar com a família, como Páscoa e Dia das Mães, também deve sinalizar bons números no fechamento do quadrimestre.

Analisando os mais de 100 painéis que ocorrerão em Chicago (EUA) durante a feira, identificamos que temos dores muito parecidas nesse momento. Falta de mão de obra qualificada, inflação, equilíbrio entre experiência digital e atendimento presencial com qualidade, reacomodação dos negócios de dark kitchens (localização, operação, captação de clientes), abastecimento, entre outros. Terei a honra em ser uma das painelistas do evento com o tema de transformação e aceleração do mercado de foodservice brasileiro, que inclui o case Hortifruti Natural da Terra, nosso cliente.

Chamaram a atenção espaços específicos na agenda do evento para discutir o tema do alcoolismo e dependência química dentre funcionários do setor. Um grupo de apoio fundado em 2016 chamado Ben’s Friends lidera o tema. Os profissionais têm acesso fácil ao álcool diariamente – e, depois de tudo o que passamos, alguns se excedem. Uma daquelas iniciativas que faz a gente se perguntar: para quê? E poucos segundos depois vem a visão: como é que não temos algo assim ainda em nosso mercado?

Esse é o exemplo de uma fagulha. Fazer parte do evento é participar de uma potente imersão. Desde a abertura, com um rico conteúdo sobre como fazer negócios com os Estados Unidos e a cena do mercado de foodservice em Chicago, às visitas técnicas que proporcionarão aos participantes serem recebidos por profissionais de empresas que olham o tripé serviço, produto e inovação como a base dos seus negócios. Destaco o Centro de Inovação da DHL, Dom’s Kitchen, Te’amo, dentre outros, em que faremos tours e poderemos discutir com CEO’s e diretores sobre o que viveram na pandemia, como se reinventaram e seu olhar para o futuro.

Faremos nosso wrap up no The Hatchery, no qual o time da Ingredion nos receberá e poderemos realizar uma atividade que contemplará a troca de experiências e construção de aprendizados coletivos.

Fecharemos nosso período com a realização do Foodservice Executive Summit, um evento realizado para a delegação cuja curadoria está focada em fazer um de/para amarrando todos os aprendizados aos desafios da nossa jornada de hoje, mas, principalmente, de construção de pontes para o futuro.

Imediatamente ao retornarmos ao Brasil, realizaremos o Connection SP, onde todo o aprendizado será descomprimido. Serão líderes de grandes redes, independentes, franchising e redes regionais. Serão profissionais do Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste reunidos para debater o aprendizado obtido e como isso tudo pode fazer sentido na realidade brasileira. CEO’s de marcas como La Guapa, Mercadinhos São Luiz, Bloomin’ Brands, Burguer King, Pizzaria 1900, Espetto Carioca, entre outras, estarão lá com suas famílias.

Estamos certos de estarmos apoiando a escrever um novo capítulo na evolução das discussões pró-profissionalização do foodservice brasileiro.

Vamos todos. Vamos juntos!

*Cristina Souza é CEO da Gouvêa Foodservice.

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