Opinião

Sistema CNDL democratiza informações estratégicas para o negócio

SPC Brasil está presente em quase todos os momentos da gestão estratégica do negócio, contribuindo com informação atualizada, enriquecimento de base e mobilidade de informação

Por Alexandre Damásio Coelho

O Sistema CNDL possui o cadastro de mais de 180 milhões de pessoas físicas e 26 milhões de pessoas jurídicas, através do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e das suas Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDLs). Segundo dados do Banco Mundial, a cobertura dos órgãos de crédito privados alcança 79,3% da população adulta no Brasil. Nos Estados Unidos (EUA), a cobertura chega a 100% da população adulta.

Órgão do Sistema CNDL, o SPC Brasil disponibiliza a seus associados mais de 70 produtos de tecnologia creditícia e de tomadas de decisão estratégica. Usando o conceito SMART e a ferramenta MAPEL, vemos que o SPC Brasil, com o apoio das CDLs, está presente em quase todos os momentos da gestão estratégica do negócio, contribuindo com informação atualizada, enriquecimento de base, mobilidade de informação e baixo custo.

É o Sistema CNDL democratizando a informação, barateando a sua aquisição e disponibilizando-a para todos seus associados, independentemente do porte da empresa. Isso é inovador e contemporâneo. É tecnologia da informação com acesso fácil e barata.

A gestão estratégica pautada na informação tende a construir melhores relações negociais e melhor ambiente de negócio

O poder da informação
Com a democratização das ferramentas de informação e gestão, um bom meio de usá-las para planejar e implementar ações-chave é o indicado pelo professor Anderson Paulucci: estratégia de defesa e de ataque. A estratégia de defesa consiste em buscar mais eficiência, reduzir custos e evitar fraudes.

Neste caso, o SPC Brasil conta com algumas alternativas de produtos e serviços de inteligência de mercado: People Scope; SPC Localiza; SPC Comprometimento de renda mensal; SPC Índice de Relacionamento do Mercado PF+PJ. Ainda há os produtos de análise de crédito, como o SPC Maxi, Score, Score Collection, Renda Presumida, e Protestos.

Já a estratégia de ataque está relacionada a buscar um melhor posicionamento de marketing, com campanhas mais personalizadas, ou seja, ligadas ao perfil do cliente. E o SPC Brasil entrega aos associados outro rol de produtos de prospecção: SPC Busca; SPC Confirme; SPC Localiza; SPC Fone; SPC SMS; SPC Encontra; e Enriquecimento de Base.

Acerca das estratégias de ataque e defesa, Paulucci alerta: “com uma estratégia adequada de Big Data, as empresas naturalmente vão se tornando ‘Data Driven’, ou seja, os negócios serão guiados por dados, e a precisão na tomada de decisão garante melhor posicionamento no mercado. Não é mais uma questão de escolha. As empresas que não forem digitalizadas – e um desses pilares para a digitalização é a adoção de Big Data – serão fatalmente cases de insucesso nos negócios”.

Segundo dados do Banco Mundial, disponíveis na ferramenta Google Public Data, o Brasil também tem alta taxa de informação creditícia, no entanto, o mercado nacional das pequenas e médias empresas despreza o uso deste tipo de informação. Deixa-se levar pelo macro mercado e pelas práticas dos grandes players.

Para a questão da insolvência, um problema emergencial para a maioria das pequenas empresas do varejo, o Sistema CNDL/SPC Brasil entrega ao associado produtos de informação creditícia, com alta tecnologia e com possibilidade de customização, podendo mitigar o risco e facilitar a recuperação de créditos, bem como aumentar a taxa de segurança pré-venda e garantir informação de qualidades para construção de propostas de negócios ou plano de negócios. Todos os produtos possuem uma tecnologia de ponta e aspectos únicos de mobilidade para que a tomadas de decisões seja mais célere e assertiva, entregando diferenciais comerciais e ferramentas de estratégia para o associado.

Entender a economicidade indireta da utilização das ferramentas do SPC Brasil é interessante, pois pode, por exemplo, diminuir sensivelmente o risco de judicialização de um contrato ou recuperação de dívida. Para isso, o associado poderia se beneficiar de informações creditícias de produtos como o SPC Mix Max, Score, Score Collection ou Renda Presumida.

A falta de informações estratégicas pode aumentar sensivelmente o risco de judicialização de um contrato ou dificultar a recuperação de dívida

Ignorar informações estratégicas pode sair caro
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que, em 2012, o custo de operação de uma execução fiscal para o Estado de São Paulo era de R$ 1,58/dia. Em 2019, com base na tabela prática de Atualização do Tribunal de Justiça de São Paulo, o custo de um processo fiscal chegou a R$ 2,79 ao dia. Usando dados médios do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o custo do processo judicial no Brasil é de R$ 5.593,75, aproximadamente. Já de acordo com Google Public Data, este custo médio é de R$ 4.073,00. É um gasto pesado para muitas empresas de micro e pequeno porte. E é preciso lembrar ainda que este valor não compreende honorários advocatícios, taxas e emolumentos, deslocamento e impostos reflexos.

Os dados encontrados no Google Public Data também fazem eco com os dados do CNJ em relação ao tempo médio de uma execução do Tribunal de Justiça de São Paulo. Levantamento do Conselho Nacional de Justiça – de quase seis anos – estima uma média de mais de 4 anos para conclusão de processos no Brasil.

O indicador descrito na publicação oficial do CNJ conceitua o “tempo de baixa de um processo” como o período cronológico efetivamente despendido entre o recebimento e o primeiro movimento de baixa do processo em cada fase. A baixa nos processos de Execução ocorre quando o jurisdicionado tem seu conflito solucionado; e a baixa do conhecimento é caracterizada pela entrada do processo na execução, que corresponde à data do início da execução (ex.: quando os precatórios são pagos ou as dívidas liquidadas). O tempo do processo baixado no Poder Judiciário, na média nacional, é de 1 ano e 5 meses na fase de conhecimento; e de 5 anos e 6 meses na fase de execução no 1º grau de jurisdição e de 8 meses no 2º grau.

Os assuntos mais demandados na Justiça Estadual nos anos de 2017 demonstram uma judicialização de assuntos ligados a obrigações/espécies de contratos, responsabilidade civil e indenizações.

Todos estes apontamentos nos fazem concluir que uma gestão estratégica pautada na informação, senão creditícia, de mercado e de pessoas, tem uma tendência de construir melhores relações negociais e melhor ambiente de negócio.

*Alexandre Damásio Coelho é presidente da CDL São Caetano.

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